Mesmo que a Apple continue a desenvolver o iTunes
de modo a controlar todo o mercado online de
música – uma versão em streaming está a caminho –
a Google não se deixa desanimar. E uma prévia de
sua incursão nessa área já está no ar: o Google
Music chinês.
A estreia do site ocorre em um momento
controverso. Afinal, nas últimas semanas, a
empresa tem tentado convencer as autoridades
chinesas a renovar sua licença
de operação no
país. Ora, quem diria que a única versão do
serviço estaria hospedada justamente em um espaço
onde não se sabe se o Google poderá manter suas
atividades? Quer dizer, nós, pelo menos, não
sabemos.
Quanto ao site, observa-se que há tanto a opção de
ouvir a música quanto de baixá-la. Existe um
ranking com as canções e CDs mais vendidos
(Michael Jackson e Lady Gaga se destacam) e um
catálogo com todos os artistas disponíveis
divididos por regiões (China, Estados Unidos e
Europa, Coreia do Sul e Outros). Interessante é
que cantores brasileiros como Caetano Veloso, Rita
Lee e Bebel Gilberto foram inscritos na categoria
“Estados Unidos e Europa”. Os Beatles, tal qual no
iTunes, não têm seus principais álbuns acessíveis
em formato digital.
Aparentemente, é só o começo. De acordo com uma
entrevista do gerente de produtos para Android,
Gaurav Jain, concedida a um jornal israelense, o
Google Music será lançado junto com a terceira
versão do sistema operacional ao final deste ano.
A coincidência de datas não é à toa: o que for
comprado no serviço de música da Google poderá ser
sincronizado com esse novo Android, chamado de
Gingerbread.
A Apple também não está parada. Especula-se que
músicas em streaming estarão disponíveis no iTunes
já em setembro próximo, mesmo porque a empresa
comprou em dezembro de 2009 o site Lala,
especializado nessa tecnologia. Por outro lado, a
Google adquiriu este ano a Simplify
Media, empresa do mesmo ramo. Ou seja, a
batalha entre as gigantes no mercado de
dispositivo móveis deverá crescer, estendendo-se à
área de música digital.